Não, não é o boca a boca como aqueles que vemos por aí, com um galã dando um “acorda” na boca da gatinha afogada, muito menos um post sobre medicina. O foco hoje é o poder que comentários aleatórios exercem sob um determinado negócio, produto ou serviço. O ato de comentar é tão poderoso que é capaz de agregar um valor imenso àquilo que você produz.
Estive notando isto esses dias, quando sentada na pracinha da universidade, vi uma menina falando para a amiga que o sucesso da vez era uma página no facebook, página que eu administro... A outra não conhecia e, no mesmo momento, anotou o nome da página no caderno para consultar quando chegasse em casa. Incrível, não? Uma comenta, fala bem e a outra acaba criando interesse para ver também.
É isso que acontece com inúmeras outras páginas no Facebook, como por exemplo, o Bode Gaiato atualmente: onde se chega vê algum amigo comentando e falando que tal publicação fez parte da infância e assim por diante. Acontece também com empresas, produtos e eventos. O poder do boca a boca não é novidade, mas, é claro, parece que precisamos de um estalo como esse para perceber o quanto valiosa é nossa opinião.
Interferimos nas programações televisivas; As empresas corrigem erros baseando-se em nossas reclamações; produtos são aperfeiçoados de acordo com os comentários de quem os utiliza; sites ficam mais populares quando por acaso algum amigo comenta com outro... Nós precisamos ter noção desse “poder da comunicação”.
Na comunicação boca a boca, os rumores podem ser considerados o somatório de todas as comunicações realizadas de pessoa para pessoa sobre um determinado produto, serviço ou empresa, em certo momento. Depois que um rumor foi exposto ao mundo, ele viaja através de redes invisíveis, que são as redes interpessoais de comunicação, que conectam os clientes uns aos outros. Nestas redes se encontram os chamados centros de atenção, pessoas particularmente bem posicionadas para transmitir informações. Estes centros podem ser normais, de pessoa para pessoa, ou podem ser megacentros de atenção como, por exemplo, pessoas ligadas aos meios de comunicação de massa, centros especializados, comandados por um especialista em uma área, e centros de atenção sociais, através de pessoas socialmente ativas. As redes são importantes por que há ruído demais, e os consumidores não conseguem mais ouvir o que a empresa diz, por isso eles preferem ouvir amigos e familiares. E o mais vital para a comunicação boca a boca, as pessoas estão conectadas, descobrindo a cada dia novos instrumentos para compartilhar informações, principalmente na internet, que se tornou o principal meio de espalhá-las rapidamente. (Fonte: O melhor do marketing)
É tanta opinião por aí e tanta opinião moldando comportamentos que frequentemente realizam-se pesquisas acerca de temas variados para contribuir com o entendimento de todo tipo de informação gerada através de nossa opinião. Perguntas sobre como visualizamos a administração do país, do que achamos sobre a atual novela da globo, perguntas sobre um shampoo recentemente lançado, uma determinada maquiagem ou se um jogo recentemente lançado atende às expectativas.
Enfim, por termos em mãos algo tão importante assim, devemos sobretudo ser cautelosos e sensatos e saber administrar o tipo de informação que é ou não conveniente ser compartilhada, porque ela, de alguma forma, vai influenciar algo que nos cerca. Se a influência da fala/comunicação é tão grande, não é de se duvidar, então, que reflita tão diretamente em nossas vidas.
Sâmia Laços, estudante de Jornalismo apaixonada por decoração, design e tudo o que é capaz de levar inspiração às nossas rotinas.
