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terça-feira, 8 de maio de 2012

Radiohead e o seu OK Computer

Falar sobre uma banda muito conhecida e, ainda mais, falar sobre o CD mais escutado dessa banda não é uma tarefa fácil. “Ok Computer” tem a sua marca deixada na história da música, toda a sua contemplação sobre essa alienação constante que nos torna máquinas, misturando com a melancolia flutuante de Thom Yorke já torna esse álbum único.



Começando com a futurista “Airbag, ele passa para “Android Paranoid”, que sua letra faz jus a força do título, só se percebe “the crackle of pigskin”. Todo o Cd tem essa atmosfera cansada, perturbada, considera-se Radiohead uma banda depressiva, nesse CD, eles vão além, toda a ironia e confusão que só a triste realidade é capaz de mostrar, exemplificação da imaginação (ou realidade) de Thom Yorke, vocalista com eu - lírico de poeta.

Nunca tinha me atentado a ouvir a banda, apesar de que em alguma época de minha vida já ter ouvido alguma única música ou sobre essa carga do grupo (que foi o que mais me encantou). De “Karma Police”, lembrava o mínimo, com acordes simples, ela me afundou, fui “mexer com ela e também acabei perdendo a mim mesmo”, a mudança de melodia é o ápice da música, funcionado como uma explicação para a letra. E “No Surprises” não fica por trás, a antítese da melodia similar a uma canção de ninar com uma letra de aceitação ao fim, melancólica e ao mesmo tempo caótica, ela é essencial.

Radiohead tem sua própria sonoridade, apesar de ser uma banda extremamente popular, não se vê tocando nas rádios com freqüência, alguns esquecem que a angústia e a decepção são comuns nessa coisa chamada vida.



[youtube http://www.youtube.com/watch?v=u5CVsCnxyXg]
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=IBH97ma9YiI]* Escrito por Hotton Machado
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