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domingo, 8 de maio de 2011

A chuva voltou e os problemas também...

    Ano passado eu fiz um post aqui no blog relacionado aos problemas causados pelas enchentes no interior de Alagoas. Eu falava sobre a situação das pessoas que foram afetadas alguns meses depois da tragédia. Acontece que, o período chuvoso voltou e as cidades que foram alagadas no ano passado já estão ou foram alagadas de novo, ou, estão em estado de alerta. Alguns devem estar pensando agora que pelo menos as famílias afetadas na enchente passada já estão com suas situações resolvidas, bem abrigadas e passando bem. Mas não. Os problemas ainda continuam praticamente um ano depois.
    As famílias afetadas pelas chuvas, que tiveram suas casas destruídas pela força da água, estão, em grande parte, vivendo em abrigos (galpões ou escolas desativadas) ou barracas até os dias de hoje, em condições totalmente desumanas. Não há higiene, saneamento, privacidade ou qualquer conforto.
    É importante lembrar também que algumas famílias puderam reconstruir suas casas, o problema é que reconstruíram nos mesmos locais, ou seja, vulnerável aos riscos anteriores, já que as enchentes estão sendo causadas devido aos níveis elevados de água nos rios e açudes nessa época do ano.
    Como eu havia dito no início do texto, o período chuvoso já recomeçou e, é claro, já trouxe muitos problemas. Pessoas já estão em alerta, já tiveram que abandonar suas casas por perigo de deslizamento de encostas ou alagamentos.
    Isso tudo já parece estar virando uma imensa bola de neve. As pessoas perdem suas casas e vão para abrigos. Por falta de opção ou por teimosia, fazem questão de retornarem aos locais de risco e, como o governo não faz muita coisa para conter essa situação – é inclusive importante lembrar que as obras das casas que serão entregues às famílias vítimas das enchentes no ano passado ainda estão sendo construídas – a situação só faz piorar.
    Em resumo, as pessoas que estão nos abrigos desde o ano passado agora se juntarão às pessoas que passam pela mesma situação esse ano. Essas pessoas no fim das contas voltam para aquelas áreas de riscos, ribeirinhas ou em encostas e dão continuidade a esse ciclo que parece ser inacabável. É algo como uma união e ao mesmo tempo como um confronto, onde as atitudes do governo são extremamente lentas, prejudicando a população, enquanto ao mesmo tempo a própria população se prejudica.
    Nós cobramos do governo algo que depois desprezamos como é o caso das casas que são entregues à população, que as vendem e retornam aos locais de risco. Acho que todo esse problema é questão de ignorância. Digo ignorância porque se as pessoas tivessem acesso à educação, com certeza seriam mais conscientes, tanto na hora de reivindicar seus direitos como na hora de preservá-los e merecê-los... Mas educação é outro assunto, com uma longa história, que prefiro deixar para outro post...
    Por enquanto a gente vai observando os estragos e ajudando da forma como podemos, torcendo para que o governo se dedique e repare esses problemas com eficiência, dando o devido valor à quem precisa e, é claro, torcendo para que quem precise reconheça o seu valor e se comporte de maneira consciente
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