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terça-feira, 24 de abril de 2012

A diferente musicalidade de Lars von Trier



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Os filmes de Lars von Trier vêm etiquetados com a fama de muito controversos ou exagerados mesmo antes de serem vistos. O dinamarquês é um diretor muito competente e rotular seus filmes antes mesmo de uma análise prévia é totalmente errôneo.

Eis então que surge um diferente misto de musical e drama chamado “Dançando no Escuro”. Com base nas diretrizes do Dogma de 95, von Trier conta a história da doce Selma, uma imigrante tcheca que lida com uma doença genética, uma rara patologia que causa cegueira. Selma é uma típica protagonista desse diretor, ela é incrivelmente bem construída, suas falhas e qualidades são apontadas detalhadamente o que faz com que o público possa se relacionar mais e, também, entender cada ponto que liga a personagem.

A trama é interessante desde o seu princípio, os usos da câmera na mão e de ótimos closes tornam instantânea a excitação do espectador quanto ao filme. Além disso, ele apresenta uma onda de tensão e conforto, sabiamente alternados, que elevam o patamar do longa e fazem que com o filme nunca se torne monótono ou desgastante. Já seria de bom grado um drama bem escrito onde uma mãe luta para com que seu filho não sofra do mesmo mal, mas como nos roteiros e produções de Lars von Trier nada é dessa simplicidade, ele, então, acrescenta seu tempero. Musical é um gênero causador de sorrisos fáceis, baseado na simplicidade de ações divertidas pela musicalidade e dança, mas nessa obra, o diretor dinamarquês expande todo o sentido do gênero, a musicalidade é quase uma prolongação da personagem (que não podia ter uma intérprete mais ideal do que a própria Björk), ela se define e se liberta, os momentos musicais parecem tão necessários, esses que, além de sorrisos, trazem uma dor e angústia que é preciso apreciar.

Pode-se falar tudo das obras de von Trier, mas dizer que elas não causam nada no espectador nunca será um opção. Ao fim dessa obra, eu estava num estado ofegante-lágrimas que tanto procuro nos filmes e tão dificilmente encontro, turbilhão de sensações que ao fim só resto um olhar estarrecido sufocado pelo silêncio. “Dançando no Escuro” é arrebatador, angustiante e necessário para quem queira sentir a quase palpável força do cinema. Encantado, eu queria sair à penúltima música.

  












Björk como Selma


* Escrito por Hotton Machado 
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