A história da imprensa no Brasil se iniciou na época colonial, em 1808, com o jornal “Correio Braziliense” dirigido por Hipólito da Costa. O Jornal era publicado em Londres e trazido para o Brasil devido às proibições vinda da coroa e pela falta de maquinário.
Alguns meses depois, com o maquinário vindo no navio com a família real, inicia-se a Imprensa Régia, com a impressão de documentos úteis à coroa. Com ela também surge o primeiro jornal produzido no Brazil, Gazeta do Rio de Janeiro, que atuava de acordo com a censura imposta pela coroa.
No decorrer da história brasileira, o jornal ganha força como “representante” da voz do povo, fazendo críticas aos poderosos da época e incentivando reivindicações. Essa atuação jornalística incomodava àqueles que estavam no poder. Passar por cima da censura significava afronta ao poder, que insatisfeito perseguia os responsáveis pelos jornais. Durante a I Repú-blica em 1889 a censura foi suspensa. A liberdade que agora a imprensa tinha não vinha agradando ao governo. Um dos jornais da época “Tribuna” autor de duras críticas ao governo foi perseguido e fechado.
Já com o recurso das rádios, a era Vargas veio destacando a imprensa para uso do governo. Os programas radiofônicos que antes eram de cunho educativo passaram a veicular anúncios, transformando-a em programação comercial. Esse período foi chamado de “Era de ouro da rádio” já que, além de toda a publicidade, a época se destacava por uma programação voltada para a cultura nacional, com o sucesso das canções de Carmem Miranda, Mário Reis, entre outros.
Observando a rádio como um aliado aos seus idéias de governo (sem esquecer é claro do golpe de 37), Vargas a utilizava como um diário público dos acontecimentos governamentais, com intenção de melhorar sua popularidade, daí é que vem o famoso programa Hora do Brasil. Getúlio também cria o Departamento de Imprensa e Propaganda que interferia na censura ao teatro e ao cinema e na produção do seu programa, Hora do Brasil.
1945, Vargas é deposto por golpe militar. 1950 os primeiros aparelhos televisivos chegam ao país, trazidos por Assis Chateaubriand. A primeira emissora foi a TV Tupi. 1951 Vargas volta ao poder por voto popular. Na época, um jornalista chamado Carlos Lacerda, com suas críticas ao governo passou perto de ser morto e a partir desse e de outros acontecimentos de insatisfação ao governo, Vargas se suicida em 1954.
JK, Jânio e João Goulart passaram pela presidência. João Goulart foi deposto por golpe militar, dando início ao tão famoso regime militar. Período turbulento na história. Os opositores ao regime eram perseguidos, presos e até mortos e é claro que a nossa querida imprensa não ficava de fora desse contexto. Em 68, vivíamos a censura total à imprensa, uma espécie de combate à oposição, literalmente (risos). O jornalista Vladimir Herzog foi morto na época na prisão de São Paulo, dando início a um protesto público.
Em meio ao ‘caos’ inicia-se a campanha “Diretas já”, mais ou menos em 84, que mobilizou uma multidão de pessoas a reivindicar o direito de voto popular para presidente. Nessa época, a TV Globo, que já existia desde a década de 60, atuou como um meio de censura ao movimento e pessoas comentam que a mobilização foi anunciada como um show musical (risos).
São muitos episódios aos quais a imprensa está relacionada ao longo da história do Brasil, se eu realmente entrasse em detalhes o texto ficaria imenso. De fato, a imprensa criou uma sociedade muito mais crítica, ou alienada ou simplesmente informada. Apesar das informações manipuladas e da corrida por monopólio baseada no capitalismo, a imprensa continuará sendo um meio importantíssimo para a sociedade. Com a ascensão das redes a informação ganhou muito mais poder e, agora, vivemos a era em que a imprensa ‘dominante’ disputa espaço com as mais variadas formas de expressão.
Sâmia Laços, estudante de Jornalismo apaixonada por decoração, design e tudo o que é capaz de levar inspiração às nossas rotinas.
