terça-feira, 9 de junho de 2015
Modelos de closets criativos
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Decore seu Natal
Natal é tempo de renovação e de inspiração, tempo de casa com aconchego e bem-estar. Natal é tempo de festejar, confraternizar, reunir e, principalmente, encantar. É no Natal que investimos toda a nossa criatividade para fazer de nossa casa a mais bonita da vizinhança, por mais simples que seja.
É no Natal que nos esforçamos para deixar nossos cômodos brilhando, nossa árvore gordinha e cheias de bolinhas, lacinhos e o que mais precisar ter para refletir nossa alegria. É nesta data, também, que procuramos coisas novas e um impulso qualquer para a virada do ano que se aproxima.
As decorações, nessa busca pelo novo, são fundamentais. Já percebeu o que um mínimo detalhe faz em nossas casas? Podemos não fazer nada de diferente, mas só de colocarmos uma pisca-pisca numa planta nosso lar já fica com cara nova e um ar de especial. É por isso que eu gosto tanto de Natal: com muito ou pouco, esse espírito toma conta da gente. Assim, eu trouxe algumas inspirações para você, que sei que também se encanta com essa história de Natal. Aliás, difícil alguém não se encantar, né?
Separei cinco tipos de inspirações, são elas:
Natal com mais cor;
Branco e prata;
Dourado;
Rústico/marrom;
Branco e cor em tons pastel.
Espero que gostem, olha só:
E aí, gostou? Aguardo sua opinião!
sábado, 14 de dezembro de 2013
Patrimônio histórico de Marechal Deodoro enriquece cultura brasileira
(Foto: Sâmia Laços)[/caption]
Lembrado por abrigar o nascimento do primeiro presidente da República e a primeira Capital brasileira, o município de Marechal Deodoro, em Alagoas, declarado patrimônio histórico nacional pelo Ministério da Cultura, oferece, através de seus monumentos arquitetônicos datados do início do ano de 1600, rotas cheias de cultura para apreciação dos moradores locais e turistas.
Quem caminha por Marechal Deodoro se depara com prédios e casebres que revelam a antiguidade das construções e as características culturais que rodeiam a história brasileira desde a fundação do atual município, antes Sesmaria de Santa Madalena de Sumaúma. A riqueza cultural deu à cidade, em 2006, o titulo de patrimônio nacional, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Desde 2006, o Iphan forneceu ao município R$ 8,96 milhões para requalificação das igrejas Matriz, Nosso Senhor do Bonfim e do Carmo, além da continuidade da restauração nas demais igrejas. Todas as obras são realizadas em parceria com a prefeitura, que recebeu, do Ministério do Turismo, em abril de 2012, R$ 3.607,500,00 e, no último mês de agosto deste ano, outros R$ 3.412.500 para apoio a projetos de infraestrutura turística.
O saldo significativo, porém, não tem sido refletido em ações de incentivo ao turismo e cultura. Como explica a secretaria adjunta de cultura do município, Fernanda Gueiros, atualmente não existe qualquer tipo de rota turística ou cultural planejada, nem ações publicitárias definidas para trabalhar a imagem e o reconhecimento do patrimônio histórico da cidade.
Igrejas
Primeiras construções da região, com datas até hoje incertas, mas com início estimado entre os anos de 1611 e 1630, as igrejas tomam conta do local que hoje abriga o centro comercial do município, sendo possível visitá-las percorrendo pequenas distâncias. Ao todo, Marechal Deodoro abriga seis igrejas, sendo dois conventos. A maioria, porém, só pode ser vista por fora, pois foi fechada à visitação para início das obras de restauração.
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(Foto: Sâmia Laços)[/caption]
No ponto mais próximo à lagoa Manguaba estão as igrejas de Santa Maria Madalena e da Ordem Terceira de São Francisco, localizadas uma ao lado da outra e que abrigam, aos fundos, a estrutura onde funcionava o Convento de Santa Maria Madalena. As duas são conhecidas, respectivamente, como as igrejas dos brancos e dos pretos, como explica dona Maria José da Silva, residente em Marechal há 40 anos.
Ela esclarece que a história repassada por gerações conta que as estruturas dessas igrejas serviam para destacar a diferença social existente à época da construção, quando a região se chamava Vila Santa Madalena da Lagoa do Sul.
“Dá para ver que a igreja de Santa Maria Madalena é bem maior, com várias portas, janelas e detalhes sofisticados, com ar franciscano. Já a de São Francisco é pequena, só possui uma porta e três janelas. Segundo dizem, a igreja dos pretos era uma capela e passou a ser utilizada como refúgio para aqueles que eram devotos, mas que não podiam se misturar à alta sociedade”.
Igual à igreja de São Francisco está a de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, esta localizada na região mais alta da cidade. Foi utilizada como capela no ano de 1770 e, quase 60 anos depois, foi destinada ao frequento exclusivo de escravos e ex-escravos.
Fazem parte da arquitetura deodorense, também, as igrejas Nossa Senhora do Amparo, com aparência mais desgastada do que todas as outras; Senhor do Bonfim, Convento e Igreja do Carmo e igreja de Nossa Senhora da Conceição, esta última é a matriz do município, a única que tem pleno funcionamento, onde ocorrem as missas locais e festejos de datas como o Natal, ano novo e São João.
Casebres e palacetes
Num breve passeio pelas ruas do centro deodorense é comum deparar-se com inúmeras casas da época colonial, marcadas por aparências padronizadas com o uso de esquadrias portas e janelas que possuem o mesmo limite final, como característica da valorização da métrica. Estas, porém, se diferenciam pelo uso das eiras e beiras, que eram utilizadas como identidade da condição social do dono da casa até o final do século XIX.
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(Foto: Sâmia Laços)[/caption]
Por preservarem as características históricas, as frentes destas casas não podem sofrer qualquer tipo de intervenção, a não ser, as definidas pela prefeitura, que são, basicamente, fortalecer a estrutura original, caso necessário, e refazer a pintura. Para os proprietários das casas, apenas a área interna pode ser alteradas, da forma como preferirem.
O atual prédio da prefeitura de Marechal também merece destaque, pois este se trata do Palácio Provincial, sede do Governo em 1839 e que abrigou a família imperial e sua comitiva. A frente original também se mantém, em cores neutras, mas, o interior do prédio foi todo readaptado para atender às necessidades estruturais da funcionalidade pública. Do mesmo modo está o prédio que abrigou a Cadeia Pública e Casa da Câmara, onde hoje está instalado o Instituto de Patrimônio Histórico Nacional (Iphan).
Casa de Marechal
Não se pode deixar de visitar a casa onde viveu Marechal Deodoro e sua família, restaurada em 1971 para abrigar o atual museu, onde são expostos itens pessoais, móveis e pinturas que fizeram parte da vida do proclamador da República. Apesar de poucos, estes pertences são capazes de expressar o estilo da época e encantar os admiradores da história brasileira.
De acordo com Josenildo da Silva, guia local há 30 anos, o museu recebe, em média, 25 pessoas diariamente durante a baixa temporada e, nos dias mais agitados, pelo menos 50 estudantes são levados até lá pelas escolas da região. Ainda, entre o dia 20 de dezembro e a semana santa, o público turístico mínimo é de 70 pessoas por dia.
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(Foto: Sâmia Laços)[/caption]
Josenildo, entretanto, esclarece que o número poderia ser bem maior. “O que contribui para o número razoável de visitantes é a omissão das empresas de turismo, que não possuem rotas aqui para Marechal Deodoro há quase 20 anos. Então, este público que chega até aqui todo dia é aquele que vem por conta e interesse próprio, seja de ônibus, carro ou taxi”.
O espaço do museu foi reestruturado novamente em 2011, quando foi instalado um mezanino (área elevada), com o propósito da implantação de um espaço do conhecimento onde será possível acessar, através de computadores conectados à internet, o sistema do museu de história do Rio de Janeiro, em que a comunidade local e turística de Marechal poderá experimentar o intercâmbio cultural e apreciar, virtualmente, outras obras que conta a história do primeiro presidente do Brasil.
A reforma garantiu, também, o direito do município de expor outros pertences de Deodoro da Fonseca, que serão trazidos do Rio de Janeiro.
Patrimônio sociocultural
A Filarmônica de Santa Cecília, localizada junto à igreja da Matriz, desempenha função social de grande importância para a cidade de Marechal Deodoro. Além de seguir as tradições com cerca de 60 músicos profissionais desde sua fundação, em 1910, a orquestra envolve mais de 80 crianças no horário em que não estão na sala de aula, que têm a oportunidade de aprender a tocar instrumentos de sopro, como a flauta doce, três vezes por semana, gratuitamente.
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(Foto: Sâmia Laços)[/caption]
Quem detalha a iniciativa é o maestro Aurélio Jovino da Silva, que explica que, crianças a partir de oito anos e que já saibam ler são aceitas pelo projeto, como forma de tirá-las das ruas e afastá-las da influência das drogas e violência. Segundo ele, pelo menos 30 crianças são moradoras de um bairro de grande vulnerabilidade social, chamado Iraque e que veem na Filarmônica a oportunidade para formação do caráter.
O maestro destaca que, apesar da importância, é difícil manter a efetividade da ação. “A Santa Cecília recebe R$ 1.510,00 mensalmente e, esse dinheiro é utilizado para suprir todas as nossas necessidades, que vão desde a compra de materiais de limpeza e manutenções em geral, até o conserto dos instrumentos que nós utilizamos aqui. O orçamento é apertado e as coisas aqui só chegam a dar certo com o esforço das pessoas que estão envolvidas com esse trabalho de forma voluntária”.
Veja mais imagens:
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Sâmia Laços, estudante de Jornalismo apaixonada por decoração, design e tudo o que é capaz de levar inspiração às nossas rotinas.
